Entrevista a Jorge Afonso

22-05-2020

Jorge Afonso ingressou no curso de Comunicação Social na ESEV em 2017, e está agora a terminar o terceiro ano, pronto para iniciar o seu estágio. Partilhou connosco nesta entrevista os momentos mais marcantes que ocorreram ao longo do curso, desde um convite para participar num programa de rádio semanal, até entrevistar figuras políticas como Manuel Monteiro, Luís Montenegro e ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.


1. O que te levou a escolher a ESEV para prosseguires no curso de Comunicação Social?

Era a minha primeira opção desde o início, pela distância da minha cidade (Aveiro), por questões económicas e por ter boas referências e indicações relativamente à cidade, instituição e características do curso. Apesar de querer Viseu e a ESEV desde o meu início como universitário, fui colocado em Abrantes, na ESTA e fiz lá o meu primeiro ano. Correu muito bem a nível de notas, mas socialmente eu não estava feliz lá e decidi-me nesse verão a pedir transferência para a ESEV, pelos motivos que já referi, mas também por querer experimentar uma cidade maior que a anterior, diferente da minha e pelo próprio ambiente e diversidade social e material que achava que Viseu tinha para oferecer.

2. Quais foram as tuas primeiras impressões da escola e do seu ambiente?

As primeiras semanas foram positivas, e assim continuaram pelos dias em diante. Um ambiente calmo, acolhedor e rico em oferta de experiências escolares e sociais. Lembro-me das minhas primeiras semanas na ESEV como se fossem ontem, as cadeiras e as suas aulas eram muito interessantes no seu geral, com experiências futuras que prometiam muito a nível de aprendizagem e enriquecimento pessoal e profissional. A nível social bastava olhar para a diversidade de personalidades dos colegas que tive para achar um desafio interessante e consegui logo fazer amigos nos primeiros dias e outros mais ao longo do tempo. Foi muito bom. Recordo um episódio, em que depois de ter tido um dia positivo nas primeiras semanas de aulas, saindo da ESEV e a entrar em casa, eu pensei: "Eh pá, incrível! Um dia vou ter saudades disto!". Olhem, passaram três anos e ainda sinto o mesmo, já tenho saudades!

3. Como finalista, tens ideia de acabar a licenciatura pronto para entrar no mundo do trabalho, ou pretendes continuar a estudar?

Vou ser sincero, tudo vai depender de como correr o estágio e se a minha entidade querer que fique em efetivo. A nível de estágio, penso que escolhi bem e é algo que tem a ver comigo. Se correr bem, gostar das condições que me forem dadas e me integrar bem na função, fico e penso que estarei já pronto para me aventurar no mundo do jornalismo e da comunicação. Mas se eventualmente acabar por não ficar, quero e já tinha em mente fazer um mestrado na área de Ciência Política, que é uma das coisas que mais gosto na vida e que me irá enriquecer o currículo e a cultura.

4. Achas que o curso te deu/tem dado bases suficientes para seguir o futuro profissional que ambicionas?

Penso que sim. Apesar da ESEV ter algumas carências a nível de materiais para poder trabalhar e até de docentes para algumas áreas, penso que a ESEV e o IPV estão-se a tornar numa referência nacional para quem quer tirar um curso superior. Em relação a mim, a nível prático aprendi a trabalhar com materiais e programas que eu desconhecia por completo, e a nível teórico ganhei e enriqueci a minha cultura geral e reforcei o meu espírito crítico.

5. Quais são as melhores recordações que levas contigo destes 3 anos?

Além de muitos colegas e alguns professores cuja relação sempre foi boa, ao longo destes três anos levo comigo como melhores recordações, quatro momentos em especial que não resisto em pô-los todos mais ou menos ao mesmo nível.

O primeiro ocorreu no primeiro ano, para a cadeira de História dos Média lecionada pelo Prof. Miguel Midões, juntamente com mais três colegas fiz um trabalho sobre a rádio de Aveiro "TerraNova" e deslocámo-nos numa manhã bem cedo às instalações da rádio para filmar e entrevistar a equipa da rádio, mas de surpresa fomos entrevistados em direto na emissão e a locutora, Maria João Azevedo, gostou tanto de nós e da nossa maneira de estar ao longo desse dia, que no final nos ofereceu um espaço de comentário semanal no programa da manhã dela, espaço em que estivemos os quatro até ao passado dia 1 de maio de 2020 e fazendo 100 programas! Esse foi um momento em que depois de falarmos com ela, pensámos: "Uau! Isto está mesmo a acontecer? Estamos a evoluir e a concretizar um sonho! Isto foi um dia de glória!". Tudo isto, além de termos feito uma apresentação em vídeo excelente, em que tivemos vinte valores e fomos aplaudidos no final pela turma.

O segundo foi no segundo ano, para a cadeira de Organização e Gestão de Eventos organizámos o TEDxESEV2019, que foi muito importante e memorável para mim, pois na organização só havia uma equipa que se enquadrava às minhas características e ao início só eu a quis integrar. Mas depois, felizmente, à equipa juntaram-se três colegas com as quais eu tinha uma boa relação e que até se enriqueceu com o evento, elas reconheceram-me a liderança do grupo e fomos uma equipa do primeiro ao último dia, em que sempre houve trabalho, lealdade e respeito. Depois, conheci e criei boas relações com pessoas da outra turma do ano de CS que integravam outras equipas e isso foi muito gratificante também. Tudo isto além, de ter cumprido o meu papel no evento contactando oradores e ter sido counter, me ter sentido uma peça importante no mesmo, ter de liderar uma equipa, senti o respeito de toda a gente e no final o evento ter corrido muito bem, foi memorável.

O terceiro ocorreu no mesmo ano, no segundo semestre para a cadeira de Jornalismo de Proximidade. O trabalho final era uma entrevista ou reportagem relacionado com a nossa cidade/região. Eu, como neste curso sempre quis entrevistar uma figura pública, pensei em diversas possibilidades, mas como gosto muito de política ocorreu-me a hipótese do ex-deputado do PSD por Aveiro, Luís Montenegro, que por aquela altura estava nos bastidores a preparar-se para concorrer à liderança do partido. Eu, jovem e ambicioso ao ponto de querer fazer algo diferente, lá propus a ideia à Prof. Joana Martins, que a aprovou e ainda hoje lhe agradeço. Trocando emails com o entrevistado, consegui marcar a entrevista para o seu escritório no Porto e lá fui com aquele nervosismo de ir ter com uma figura público. Foi uma experiência magnífica que levo comigo para sempre de estar sozinho com alguém que só víamos pela televisão, num gabinete durante duas horas. Além de ter tido uma excelente nota, foi um momento único.

O quarto já ocorreu agora no terceiro ano, num contexto semelhante para a cadeira de Jornalismo Especializado, uma das hipóteses para trabalho final era novamente uma reportagem e eu que sempre tive curiosidade, novamente no mundo da política, em conhecer o mundo das juventudes partidárias e, novamente com o apoio da Prof. Joana, investi na ideia. Foi uma experiência que foi uma espécie de extensão ou alargamento da anterior com Luís Montenegro. Desta vez, para esta reportagem, tive contactos com António José Seguro(PS), Francisco Rodrigues dos Santos(CDS) e João Almeida(CDS) que infelizmente não puderam participar. Tive a sorte de conseguir de novo para um trabalho meu o contributo do ex-líder do CDS, Manuel Monteiro, assim como também tive o privilégio de entrevistar pessoalmente a deputada socialista e Presidente da JS de Aveiro, Joana Sá Pereira, que fez mais de duzentos quilómetros da Assembleia da República para vir ter comigo a Aveiro, que saúdo calorosamente. Acima de tudo, fica o privilégio de ter entrevistado um ex-primeiro-ministro, o Dr. Pedro Passos Coelho, que aceitou com toda a simpatia, o meu convite de participar na reportagem com histórias inéditas, apesar de na altura estar a ultrapassar um momento difícil a nível pessoal. Foi um trabalho onde sonhei alto e foi muito rico em testemunhos, de onde saí com novamente uma boa classificação, com novas relações e com a sensação de que o jornalismo é algo maravilhoso quando há condições para o praticar, as histórias que se podem contar!

Peço desculpa ter sido extenso, mas estes quatro momentos encheram-me completamente a alma e foram aquilo pelo qual eu vim para este curso, novas experiências e aproveitar cada oportunidade para fazer o que mais gosto. Foi uma vida cheia!

6. Que conselhos darias a alguém que queira fazer da ESEV a sua nova casa académica?

Aproveitem tudo o que a ESEV tem para oferecer, sejam um bom colega para com os outros e entreguem-se com trabalho ao vosso curso, mas acima de tudo com paixão. Apesar de ser com trabalho que as coisas se desenvolvem, com paixão a coisa fica mais memorável e mais marcada na nossa memória e na dos que nos observam. Não pensem que estão no curso a estudar para o que gostam de fazer, pensem que já estão a fazer o que gostam, pois assim podem ter mais prazer no que fazem e podem escrever uma página assinada por vocês na história da ESEV, como eu e muitos outros o procuraram fazer.

7. Qual é a tua opinião do Portal ESEV?

Acho uma excelente iniciativa e que permite mostrar um histórico de coisas positivas que cada aluno foi deixando pela ESEV, marcando o seu legado e página na história da escola como já disse, mas também para inspirar quem vier a seguir.


Muito obrigada ao Jorge pela disponibilidade, desejamos-te toda a sorte para o futuro que te espera!

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